segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Setembro Amarelo - Suicídio - Parte final


Este é nosso terceiro texto sobre suicídio. Já falamos sobre vários assuntos dentro do tema para termos uma compreensão mais abrangente do mesmo. Diante de uma triste realidade, é necessário sim, que nos mobilizemos conforme nossas capacidades e condições para ajudar de alguma forma a mudar o quadro atual. Como já dizia um provérbio profético hebraico-aramaico: O meu povo perece que lhe falta conhecimento.

E o nosso trabalho como espiritualistas e pessoas conscientes das leis do Universo é elucidar, orientar, apontar um caminho aos outros. Porque é isso o que nossos irmãos mais evoluídos fazem por nós. E acredito que um dos meios de agirmos em relação ao nosso tema é deixar claro quais são as consequências do suicídio, para quem o comete. E novamente, quando eu falo de suicídio, refiro-me não somente aos atos propositais de tirar a própria vida, refiro-me também a quem o faz de maneira "indireta". Sabe quando você ingere bebica alcoólica e dirige? Então, está se colocando numa situação de risco. Ou seja, você pode estar provocando a sua morte.

A morte é um fenômeno natural da vida, não é uma coisa ruim, como a gente aprendeu a enxergar. É uma mudança de dimensão e corpo, apenas isso. O sofrimento vem por conta de outros fatores, dentre eles, o nosso despreparo para viver. Sim, porque só está pronto pra viver quem está preparado pra morrer. O natural é que desencarnemos por ação da própria natureza em nós. Toda ação de se colocar em risco de morte é de certa forma uma espécie de atitude suicida. E olhando por esse ângulo, a grande parte dos seres humanos se suicida. Claro, inconscientemente. 

Já quem aperta o gatilho do revólver em sua própria cabeça está se matando deliberadamente e conscientemente. E isso tem consequência. O perispírito está acoplado ao corpo físico, sendo assim, quando o indivíduo desencarna de forma natural, esse desligamento começa a acontecer gradualmente até o momento da morte, de fato. Mesmo que a pessoa desencarne de repente, como num atropelamento, por exemplo, o perispírito, dias antes, já estava se desligando da matéria.

E isso é tão verdadeiro que são muitos os casos onde pessoas antes de deixarem a matéria começam a ter comportamentos diferentes, desprendidos, como se algo nelas já sinalizasse que o desencarne estava próximo. Mas quando a pessoa força esse evento num ato de pura violência e desrespeito para consigo mesmo, o perispírito, que não havia se preparado para se desprender de forma natural, sofre um choque no ato. Essa separação forçosa machuca terrivelmente o corpo astral, é como você arrancar um curativo colado ao ferimento de maneira brusca. Não se faz isso, primeiro você molha com soro fisiológico ou água e deixa que naturalmente o curativo descole. 

Com a morte é a mesma coisa. Não se deve forçar um evento que precisa ser natural. Ao fazer isso você compromete a saúde e habilidades do seu corpo astral. Outro exemplo, acorde uma pessoa subitamente, incisiva, e veja a reação dela. Ela se levanta atordoada, sem saber o que está acontecendo. No suicídio é a mesma coisa, passa-se para o lado astral da vida sem despertar para ele, naturalmente. Não é assim com o sono? O próprio corpo vai acordando naturalmente, você abre os olhos, espreguiça, relaxa a musculatura e então, se levanta. 

E quando o assunto é desencarne, é ainda mais delicada a coisa. Normalmente, o perispírito que se desgruda do corpo por uma ação violenta da própria pessoa chega ao astral nessa condição, de atordoamento. Perdido, confuso, instável e em muitos casos, perde-se até a noção de si mesmo, o equilíbrio. E para piorar, quando você desencarna, a lei da atração trata de levar você para a dimensão com a qual tem maior afinidade. 

E vamos combinar que quem se matou é porque estava infeliz. O infeliz está negativado, contra si mesmo. Num plano astral superior a vibração é positiva, de amor, aceitação. Então, quem está negativado vai pra uma dimensão negativa, isso é lógico. Não é punição da vida, é lei. Assim como o fato de você hoje, por exemplo, não conseguir melhorar de vida e achar que está sendo punido ou restringido por força da vida. Deus não está te impedindo de conseguir nada, você é quem está se impedindo. O dia em que sua vibração mudar, a realidade começa a mudar também. O nome disso é livre arbítrio. Você se põe onde escolhe, conscientemente ou não. Do mesmo modo que se você pular de uma árvore vai cair no chão. A gravidade vai funcionar com você, independente da sua aceitação ou compreensão acerca dela. 

Do mesmo modo é com todas as outras leis da vida. Se forçou o desencarne, então, será imediatamente encaminhado à dimensão que vibra na mesma frequência dos seus atos, porque suas ações são consequências de estados interiores, de vibrações alimentadas. Quis achar que a vida era injusta com você? É um direito seu pensar assim, assim como é um direito seu colher o fruto disso. 

Chega-se lá numa situação complicada, quem suicida. Sofre, porque chega do outro lado atordoado. Raros os casos em que a pessoa desperta lá num estado mais "consciente". Normalmente fica numa dimensão conhecida aqui como vale dos suicidas. É afastado da sociedade astral de lá porque num estado de atordoamento ninguém é útil pra "eles" (líderes). Vaga, sente frio, fome, sede, dor. 

Não sabe direito o que está acontecendo. Não sabe onde está. E pode demorar muito tempo pra ter alguma noção disso. Não pode trabalhar para a sociedade de lá porque não tem condições de fazer nada. É judiado, machucado, e quando consegue escapar do Umbral, fica vagando na Terra, atrás dos entes queridos, confuso, sem diferenciar uma dimensão da outra.

Pede ajuda, mas ninguém escuta. Não consegue enxergar os espíritos benfeitores, porque está com as faculdades comprometidas pelo choque do desencarne brusco e proposital. Fica sozinho, numa dimensão hostil, feia, onde a realidade externa é uma exata expressão da interna. Não é como aqui, onde o mundo é lindo independente de você. Lá o seu mundo é como você se encontra interiormente. Conclusão: Não vale a pena se matar pra fugir dos problemas daqui.

E quem encontra-se nessa situação lá, necessita de muita prece e ajuda espiritual. E se você tem alguma pessoa querida que cometeu suicídio, ore por ela, emita luz, porque as frequências de amor podem sutilizar o campo áurico de quem está lá e ajudá-lo a se recuperar mais rapidamente. 

E aos que intentam em tirar a própria vida ou têm pensado nisso, eu quero dizer: Nada está no fim, tudo tem jeito. Da mesma maneira que você se enfiou numa situação de sofrimento a ponto de querer dar cabo da própria vida, pode reverter isso. Mas será preciso humildade e motivação. Se você tem tanta coragem pra se matar, use essa coragem pra se levantar e lutar por você. Porque eu, quando tentei tirar minha vida tinha quatorze anos, era uma criança, não tinha a menor noção do que estava fazendo. Talvez você também não tenha, e por isso este texto é pra você.

Eu posso dizer que tive "sorte", pois ingeri quase vinte comprimidos, de um remédio forte, e "algo" fez com que todos eles fossem anulados em meu organismo. E isso me fez acordar e reagir, peguei a minha disposição, mesmo naquela condição imatura de um adolescente, e lutei por mim. Me fiz acreditar que eu valia a pena e que aquela situação seria revertida. E foi, eu virei o jogo, me fiz renascer, me despertei a mim, reconheci meus potencias como Ser e meu direito de ser feliz. Quando agi, recebi ajuda. E se eu, tão jovem na época, tive força pra mudar o quadro, você também tem. É só ter boa vontade e paciência.

Pare de se comparar, ninguém é igual a ninguém. A sua história é única, exclusiva, só sua. Não tire de você o direito de tentar, de lutar por si próprio. Porque às vezes a gente precisa lutar por nós, mas isso não é uma coisa ruim. É apenas uma condição imposta pela natureza neste mundo para que aprendamos a extrair nossos potencias e capacidades até então, latentes e adormecidas.

O seu amor pode curar você e te levantar. O seu amor, ativado e praticado para consigo mesmo atrai o amor de outros, daqui e do plano espiritual. E a ajuda começa a vir. Você não está sozinho quando planeja se matar, outros que estão nessa faixa de vibração negativa do astral, aproximam-se e te motivam mais ainda a fazer isso, porque querem que você tenha o mesmo fim deles. Do mesmo modo, quando você se resgata, também não o faz sozinho, espíritos benfeitores se unem a você, pois almejam que o seu fim seja o mesmo deles, de felicidade. 

Entretanto, tudo depende da sua decisão. Se você escolher por si e pela sua felicidade terá amparo e força pra realizar isso. Não se preocupe, você não está só nessa. Há muitos ao seu lado. Há todas as chances pra você, há soluções, há meios de sair de qualquer situação. E o primeiro passo é desistir de um ato que só te trará mais problemas e se dar uma nova oportunidade de recomeço. Nessa oportunidade, esteja certo, Deus e seus agentes de luz guiarão você e te ajudarão a reconstruir sua vida e felicidade.

Que o Amor nos cure!
Vinícius Francis :-) 


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