segunda-feira, 4 de abril de 2016

Permanente impermanência

A vida é sempre um assunto tão rico e fantástico! Conversar sobre isso enriquece e faz a gente se enxergar nesse fluxo infindável que é viver. Não existe mistério para viver, existe uma dinâmica para isso. Eu aprendi a ver a vida de forma tão clara, tão nítida, que não enxergo mais esses enigmas que muita gente diz que existem nela. E você também pode ter a mesma visão, basta mudar a forma de olhar e mais, basta querer compreender quais são os princípios tão bem orquestrados da vida.

Assim como o nosso organismo funciona dentro de uma inteligência específica, a vida também. Quando você se alimenta, sabe que a comida vai cair no estômago, ser digerida e, uma vez separado o que o corpo precisa, o restante será eliminado. É um sistema, uma programação que não muda. A vida também funciona desse jeito. O universo, tudo, tem um meio inteligente de fluir.

E um dos princípios da grande vida é a impermanência, fruto da lei do movimento. Desde que o Big Bang ocorreu, que foi uma grande expansão de energia, o Universo vem movimentando-se a partir desse impulso primário. E à medida que ele se move, cria mais energia e se expande mais e mais. E o resultado disso, logicamente, é mudança, o tempo todo, sem parar.

Num universo movido por uma força tremenda de expansão que não pode ser contida, a estagnação é algo tremendamente contra o todo. Jogue um pedacinho de madeira num rio cuja correnteza é dinâmica e perceba se em algum momento ele fica parado. Não, ele não para, porque a correnteza o movimenta. E a cada observada que você der no pedaço de madeira, ele estará de um jeito, numa posição, num lugar. Pois é, assim somos nós, na vida.

Desgostosa verdade para o ego, mas é assim que tudo funciona. Nada está parado e nada pode permanecer parado. A lei que impera é a do movimento. E quer você queira ou não, precisa se movimentar nesse fluxo. E só há duas opções, deixar a energia motora do cosmos conduzir as coisas naturalmente ou tentar segurar isso o máximo que puder e ser arrastado. Na segunda opção, tem-se o que chamamos de sofrimento, que nada mais é, explicado numa única frase, do que “resistência ao mover da vida”.

Sofremos porque não querer esse movimento, a maioria quer conforto. Ainda mais quando estar onde se está parece bom. A mudança é algo vislumbrado como boa quando estamos sofrendo, aí queremos porque queremos mudar pra ver se melhora. 

Mas, para os que estão em posições confortáveis, mudar não é uma boa opção. No ego, passamos a vida lutando para nos estabilizarmos na sociedade. Esforça-se para ter um bom emprego, um bom lar, boas relações, posses materiais, etc. Essa é a busca do homem e da mulher.

Tendo-se alcançado isso, o ego da maioria quer parar. Chegou onde ele queria, não precisa andar mais. Já está bom. E essa atitude interior é uma investida contra o movimento do Universo que garante que tudo sempre vai mudar, se expandir. Nada pode permanecer o mesmo por muito tempo. 

Daí, como a pessoa que chegou num nível confortável não aceita mudar por comodismo, o progresso que ela nega, começa a empurrá-la. Aí vêm os problemas, perda de emprego, divórcios, doenças, ou seja, a energia da expansão que não encontra fluxo positivo de passagem, precisa empurrar as coisas de um modo mais drástico.

É o mesmo esquema do rio, se a madeira forçar pra não fluir, a força da água irá empurrá-la. Dentro disso, temos as mudanças que acontecem e nos pegam de surpresa. Porque existem resistências conscientes, acerca das quais estamos lúcidos e ainda assim, nos negamos a crescer como espíritos e fluir nas transformações naturais da vida. Mas a grande maioria resiste inconscientemente. Não sabe que está resistindo. E também tem aquelas situações em que simplesmente não conseguimos enxergar nossas zonas de conforto, daí, a vida precisa virar a mesa do jogo diante dos nossos olhos, revelando-nos assim, que é preciso mudar.

Olha, nos últimos meses eu passei por muitas mudanças, de todos os tipos. E nem todas foram fáceis, simples, compreensíveis quando ocorreram. Mudar mexe com tudo na gente, especialmente nas fraquezas.
Queremos o progresso, mas quando ele ativa o movimento em prol de sua realização, parece que não queremos ir mais. E tudo seria mais simples se nós escolhêssemos confiar na vida e soltar os freios, permitindo-nos ir pelos caminhos que o fluxo do rio cria. Só que nem sempre esses caminhos são os nossos. E é aí onde sofremos. Porque o ego quer as coisas do jeito dele. Ele quer que a vida mude, não ele. Mas isso é impossível, somos um com a vida, somos parte dela, não há como ela mudar sem que mudemos junto.

E quanto mais rebeldes e acomodados vobratoriamente nos pomos, mais a impermanência da vida nos assusta e de certa forma, nos fere. Porque ela se move de um jeito que foge do alcance de qualquer um. Isso é importante frisar, as mudanças da vida assustam porque não podemos controlá-las. E como o ego é uma parte de nós que insiste em manter o controle, sofremos por não conseguirmos impô-lo sobre a vida.

Simplesmente ela vem, como uma tsunami, desfazendo o antigo cenário e trazendo outro logo em seguida. E o medo, como reação instintiva que se manifesta com o fim da nossa sobrevivência e auto preservação, grita: Cadê meu mundo? Minha vida? Minhas coisas? 
Tudo simplesmente já não é mais como antes. A vida foi, mas nós ficamos pra trás, presos em nossos apegos, expectativas, idealizações.

Porque ela não avisa quando sua onda de mudança virá, ela vem e pronto. Quer estejamos preparados ou não, ela vem uma hora. E nos tira de onde estávamos para nos levar para onde precisamos ir. Sem pedir licença, pois ela é senhora das transformações e da expansão. Nós, ao invés de buscar sermos bons agentes que procuram aceitar e fluir nessas mudanças da forma mais harmônica possível, passamos uma boa parte do tempo chorando sobre o leite derramado, sendo que temos a opção de encher a garrafa com um novo leite e seguir em frente.

E aí surgem dolorosos e indesejados estados como insatisfação, angústia, sensação de perda, desilusão, medo, temor pelo amanhã, desamparo. Mas não porque a vida nos deixou assim, e sim, porque estávamos presos demais às realidades que antes tínhamos e agora, não temos mais. Essa é a nossa dor. E perante a dor sacamos que na verdade estávamos condicionados, acomodados, fazendo das coisas, lugares ou pessoas, nosso preenchimento. Nada que se vai pode servir de preenchimento, só que o que permanece pode fazê-lo, ou seja, nosso eu maior.

A expansão vai exigir mais cedo ou mais tarde que soltemos nossos confortos e muletas emocionais para descobrirmos a força do caminhar sobre nossas próprias pernas, na confiança plena em cada movimento que a vida faz. A vida muda, não para nos fazer sofrer, mas pra nos amadurecer, nos preparar e nos levar, através de suas experiências muitas vezes lidas pelo ego como perdas e infortúnios, ao desfrute de nossa felicidade nata, que às vezes está tão escondida debaixo do tapete do cômodo, do razoável!

E precisamos às vezes que a vida dê uma sacudida nesse tapete para que o que estava posto embaixo, seja enxergado. Nada será o mesmo, amanhã tudo novo será. Hoje não é como o ontem, por mais que você esteja aparentemente na mesma vida. Só que não está. Você é outra pessoa. Tudo é sempre inédito e nada se repete, porque somos a cada instante produto da soma de nossas vivências e experiências. 

Cada atrito que uma pedra sofre a torna diferente, nem mesmo as pedras permanecem sempre iguais e onde estão. Deus determina que tudo mude, pois mudando, experienciaremos a vida em todas as suas vertentes, possibilidades, gostos, sensações.

Passando por tudo isso, desabrochamos quem somos através dos infinitos viveres. E colhemos, experiência após experiência, uma semente de aprendizado. Depois de certo tempo, o que parecia ser o fim se transforma em muitas sementes, com as quais semearemos o nosso jardim, onde serão exibidas todas as cores de nossa felicidade.

Aceite a impermanência. Nada precisa ser sempre do jeito que é para ser bom, a transformação é muito melhor. E as coisas não precisam ser como esperamos que sejam, elas precisam é se mover. À medida que elas se movem, podemos, com inteligência e assertividade,  fazer desse movimento um meio de chegar em todos os lugares e destinos que almejamos.

Que o amor nos cure!
Vinícius Francis 

Na impermanência da vida, o que nos auxilia no movimento do existir é o conhecimento. Por isso, com base no que conversamos quero te indicar um trabalho nosso, que é um duplo curso, "Vivendo na Excelência/Palas Athena - Leis da Prosperidade". Um material com mais de 160 páginas de um conteúdo especial pra quem deseja usar a magia do universo a seu favor em todos os sentidos, especialmente na prosperidade. Para maiores informações, clique na imagem ao lado. =] 

Um comentário:

Deixe aqui sua opinião ou pergunta.