segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O real pode ser bem diferente do idealizado


    Eu vivi uma experiência nos últimos dias que me trouxe uma reflexão muito importante. E gostaria de dividir com vocês. Quem me conhece sabe que tenho uma tartaruga e eu o chamo de “Tonho”. Pois bem, recentemente comprei uma piscina nova pra ele, e estava numa expectativa grande pela mudança, parece até que era eu quem ia nadar nela. 

Quando finalmente a piscina chegou, comecei a executar o planejamento que tinha feito. Tonho sempre ficou na parte de trás da minha casa. E eu queria porque queria colocá-lo na área da frente. Na minha cabeça, ali seria melhor por “n” motivos. E como a piscina nova é de um material mais resistente, sobreviveria ao atrito com as pedras do piso.

Então, fiz o manejo, coloquei a piscina nova dele azul marinho (tirei várias fotos e fiz vários vídeos com ele nadando) na parte da frente acreditando piamente que o melhor imaginado se concretizaria. Mas, à medida que o tempo foi passando (horas) eu comecei a ver que estava enganado. O Sol da frente é o da tarde, a água esquentou mais do que deveria. 

Tonho estava inseguro, não queria tomar Sol em cima das pedras e eu também estava me sentindo temeroso em deixá-lo lá, pelo fato de que estaria mais visível a possíveis predadores, já que moro na frente de uma área verde. Corujas e gaviões poderiam estar de olho nele.

Conclusão: Aquilo que eu passei meses pensando que seria o melhor desabou sobre minha cabeça. Mas o que eu quero compartilhar mesmo é o aprendizado que tive. Eu extraí duas grandes lições do ocorrido. A primeira – O que você sente de fazer, faça. Não fique no “acho que isso seria bom”. Não é justo com a gente ficar pensando que se fizesse tal coisa e se tentasse tal experiência, poderia resultar em “x”, “y” ou “z”. A verdade é que nunca sabemos que resultado terá até fazermos. 

Portanto, sem essa de se arrepender pelo que não fez. A vida é feita de tentativas, é melhor a frustração por algo que você tentou, mas não gerou aquele resultado esperado do que a frustração de lamentar por não ter tentado e viver naquele famoso questionamento sem resposta – O que teria acontecido se eu tivesse tentado? Se quer experimentar algo, experimente. Avalie os riscos (sempre) e parta pra ação. E então, com base no que realmente acontecer, tire conclusões justas, sólidas.

Segunda coisa – Por causa da expectativa por algo que achamos ser o melhor podemos perder a capacidade de perceber o quanto a realidade do momento é especial e tem seus pontos fortes. Por achar que o Tonho se sentiria melhor na parte frontal da casa e nutrir isso, essa expectativa me impediu de ver que onde ele estava já era o melhor lugar. Meu pequeno quelônio se sente bem no quintal de trás, se adaptou lá. Toma o Sol que é melhor pra ele, o da manhã, fica perto dos meus cachorros (eles têm uma boa relação) e se sente mais seguro e longe dos barulhos excessivos da rua.

E eu te pergunto: Será que suas expectativas por um futuro determinado não estão tirando a percepção do hoje e do quanto a realidade atual é boa? Não escrevo isso pra gente deixar de experimentar o novo e tentar algo diferente, claro que não! Vamos tentar sim, mas medindo nossa expectativa sobre o algo, porque pode ser que ele definitivamente não seja tudo aquilo que achávamos que seria. E aí, você banca isso?

Quando trabalhamos previamente as nossas expectativas, bancamos mais facilmente resultados inesperados. No meu caso, tive uma decepção com o que idealizei pro Tonho. 

Mas, que bom que foi com algo simples e que estava sob o meu controle. E nem sempre as coisas estão sob nosso controle de mudar. Nem sempre podemos voltar atrás. Portanto, ouse, tente, dê-se a oportunidade. Mas, por favor, controle suas expectativas. Use o bom senso para avaliar cada escolha o máximo que puder e avaliar também as consequências.

E fazendo isso, haja o que houver e dê no que der, estaremos mais com pé no chão para bancar quaisquer que sejam os resultados. Ao mesmo tempo, quanto menos expectativas nutrimos acerca de algo desejado, mais ficamos presentes pra perceber o que existe de bom na realidade atual, permitindo-nos sonhar, agir, mover-nos sem deixar de apreciar e validar o que acontece agora.


Que o Amor nos cure!
Vinícius Francis 

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3 comentários:

  1. Excelente reflexão que remete a um fato recentemente vivenciado por mim, o qual confirma quão sabotadora é a tal expectativa. A cerca de dois meses, trabalhando em um evento, despertei a atenção e o desejo em uma pessoa, sendo a recíproca verdadeira. Ocorre que às vésperas do referido evento, escolhi um vestido que há muito não usava e na noite em questão, não fui antecipadamente ao salão, resumindo meu look ao cabelo cuja escova já não estava lá essas coisas, uma base, rímel e o batom usual. Quando o moço me viu os elogios ao meu cabelo, vestido e resumindo, a mim, foram os mais lindos possíveis. O bastante para me deixarem quase apaixonada. Um tempo depois, nos encontramos e novamente eu estava no básico do figurino cotidiano. O olhar do moço era de encantamento, o bastante para também eu me encantar e trocarmos alguns beijos inesquecíveis, ficando mais próximos em uma relação até então profissional. Haveria outro evento em que trabalharíamos juntos. Semanas antes, comprei vários itens de maquiagem, repaginei um vestido usado em outro evento bafônico que o rapaz não conhecia e na véspera, fiz uma escova caprichada nas madeixas e fui me achando a mais atraente das mulheres. De fato estava bela, mas longe da espontaneidade que me faz cativante. Conclusão, criei as mais loucas fantasias para o encontro no referido evento. Ele me olhou com doçura, nos cumprimentamos calientemente, mas não passou disso. Ele estava de carona e com a carona se foi sem eu nem ver. Quando cheguei em casa, havia mensagem inbox dele se desculpando por ter saído sem se despedir. Nada das fantasias que criei se concretizou. Ou seja, na maioria das vezes, a expectativa anda de mãos dadas com a frustração.

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  2. Sabe o que mais me fascina? É que qd entramos na conexão do crescimento, TODAS as experiências nos levam a ampliar a nossa Consciência, como a do Tonho.

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  3. Amei o relato, amo animais, que bom que ele é bem tratado e levou-o a está belíssima reflexão.

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