sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Engessados espiritualmente


Compartilho aqui um texto que escrevi recentemente para o site Horóscopo Virtual, cujo assunto flui bem dentro de tudo o que temos conversado nas palestras. Perante tudo o que tem acontecido no mundo, creio que esse seja o momento propício para pensarmos nisso.

Eu quero abrir a sua compreensão hoje para uma coisa muito importante quando o assunto é espiritualidade. Há dois mil anos nos foi dito para irmos e pregarmos o evangelho do Reino de Deus em toda Terra, como missão. Bom, pelo menos gostamos de dizer que somos cristãos e seguidores de Jesus. No entanto, quando o assunto é executar o trabalho que ele nos deixou, a coisa é diferente.

Só que, além disso, temos outro problema, que é o foco deste texto, o “como” se faz isso. Saímos da religião por causa dos paradigmas e limitações espirituais que percebemos nitidamente ao despertarmos a consciência espiritual. No entanto, depois de um tempo em que estamos caminhando na espiritualidade, aparentemente lúcida, poucas vezes nos damos conta de que lá estamos nós outra vez enfiados num modelo de vida religioso.

Além de institucionalizar tudo, o ser humano tem uma tendência enorme a estacionar e se engessar em determinados métodos e visão das coisas. Quando o assunto é levar o evangelho do Reino, que nada mais é do que trabalhar pela expansão da consciência da massa, tem-se normalmente a compreensão das ferramentas – Palestras, workshops, terapias, blogs, vídeos no YouTube, livros e fim. Não que tudo isso não seja útil e forte, é sim. Porém, quando falamos da civilização humana precisamos englobar todo mundo, todo tipo de gente.

Todavia, infelizmente estamos engessados demais nos mesmos métodos e formas de levar a luz. E pior, quando alguém faz algo que fere esse paradigma é criticado e julgado. Na religião tínhamos um método, aquele obsoleto de ir à igreja toda semana, orar, ler a bíblia e tal. Quando vamos para a Espiritualidade, acessamos blogs, livros, assistimos palestras, eventos online, lemos canalizações. E eu te pergunto – Há quantos anos estamos nesse esquema? Muitos! E você sabe disso. E poucos param pra perceber que muita gente não tem acesso à Internet, não tem computador, não sabe ler ou não gosta, enfim, tem gente de tudo quanto é gosto. E é preciso todo tipo de ferramenta pra atender a todo tipo de gente. Concorda?

E o que tem sido produzido pra satisfazer a demanda geral? Quem está na escuridão não tem acesso aos blogs e canais do YouTube, muitas vezes nem sabe que existem. E se sabe, a resistência é muito grande em se abrir pra isso. Então, eu pergunto, nós, espiritualistas e trabalhadores da luz, o que temos feito para criar métodos de levar conhecimento e luz a estas pessoas? Temos ido até elas ou nos escondemos atrás da frase – O conhecimento está aí, pega quem quer? – Será mesmo que é assim?

Se tem uma árvore de trinta metros de altura cheia de frutos em sua copa, podemos dizer que pega os frutos dela quem quer? Não, só pega quem consegue alcançar o topo. O mesmo é com a luz e o conhecimento espiritual. Esperamos que as pessoas venham até nós para receber ajuda, quando nos foi dito que somos nós quem devemos ir até elas e resgatá-las. Lidamos com uma grade social e religiosa (matrix) que faz tudo para a massa não ter acesso ao conhecimento, mantendo-a totalmente manipulada. E os meios para que eles consigam isso são inimagináveis. Os seres negativos são extremamente criativos, motivados e espertos em suas artimanhas.

E nós, os da luz? Somos também? Não, infelizmente. Estamos engessados. Não vamos à mídia porque a condenamos publicamente, como se ela só tivesse o lado ruim. Enquanto as trevas não têm o menor preconceito com nada, inclusive entram no território da espiritualidade moderna para executar seus planos e disseminar o engano. Não vamos às multidões levar a luz porque não nos “misturamos” com os outros. Talvez porque nos achamos melhores que eles ou porque não bancamos a nossa “Luz” e temos medo de nos contaminar. Ou pior, porque somos fracos e nossa luz não suporta a maldade que dizemos que o mundo tem. Então, vamos pro nosso mundinho, pra nossa redoma de “luz”, viver a nossa “espiritualidade” medíocre.

E nada é feito pra alcançar o resto do mundo e das pessoas. Contamos com o de sempre pra arrebatar as almas à luz, enquanto nossos opositores criam “n” meios de conseguir o que pretendem. Talvez por isso dominem a maioria, porque são mais perspicazes. Não estão atrelados à mesmice. Já os da luz, insistem em se manter nos mesmos métodos e abordagem de sempre, alcançando aquele mesmo tipo de pessoa. E o índice de crescimento dos movimentos espiritualistas em relação ao número de habitantes do mundo é ridículo. Porque praticamente andamos em círculos.

Precisamos pensar sobre isso, seriamente. Vamos avançar e ir além ou nos manter somente na linha religiosa com nossos modelos arcaicos e horizontais, achando que assim vamos mudar o mundo? Eu sinto que é preciso sair da caixinha e ir ao olho do furacão ajudar a humanidade. Todos os meios são válidos, desde que você não fira sua ética e valores. Mas é preciso ir, pois do contrário estamos condenamos a nos manter estacionados “nessa” por muito, mas muito tempo. Contudo, que não nos esqueçamos de que essa escolha também tem suas consequências. E pode crer, elas não são boas.


Luz e Benção! 
Vinícius Francis :-) 

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2 comentários:

  1. Texto que nos leva a refletir. Essa medíocre atuação está relacionada a meu ver, com a falta de Força no que acreditamos, dizemos que temos Fé, mas será?! A Fé sem obras é morta. Essa reflexão é minha, não pretendo aqui falar de como isso se passa com os outros, estou apenas refletindo

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  2. também me fez refletir... justamente na parte que fala "enquanto nossos opositores criam “n” meios de conseguir o que pretendem." É nisso que penso sempre... algo interno q nos paralisa, acho q é o medo de brilhar e acabar na "cruz"...

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