quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Construindo um novo Eu (Parte 02) - Deus e suas leis


No entendimento acerca de Quem de fato é Deus encontra-se a solução para o sofrimento humano. Jesus veio à Terra para revelar o verdadeiro Deus, espíritos benfeitores têm feito o mesmo no decorrer dos milênios. Todo trabalho consiste nisso. Abrir a consciência humana para conhecer realmente o Criador do Universo e compreender suas leis, seu perfil, sua essência. Se você compreendeu isso, sua vida mudou. Se sua vida ainda não mudou, você não compreendeu isso.

Ao entendermos Quem é Deus podemos compreender Quem Ele é EM nós e como se move. A partir daí é outra história de vida. Nada liberta mais do que viver essa verdade.

E por isso estou trazendo esse entendimento com base nas coisas que aprendi, para que juntos possamos construir em nós uma visão de Deus que seja realmente positiva. Porque essa que nos foi passada não é, infelizmente. Aprendemos que Deus pune, castiga, escolhe e determina nosso destino e se não fizermos o que Ele manda, sofremos sua interferência severa e dolorosa. Claro que esse entendimento é conveniente, porque favorece aos que querem dominar as massas. E nada melhor do que usar o Criador para isso, visto que do poder Dele ninguém foge. E a gente ouviu muita coisa do tipo no decorrer da vida.

E imagine se tem jeito de desenvolvermos uma espiritualidade saudável em cima de preceitos como esses? Não tem. O entendimento distorcido cria sofrimento. E dentro disso, já que vimos no primeiro texto sobre Quem é Deus, que tal a gente conversar um pouco sobre suas leis e como Ele age? Sabendo que Ele emana puro Amor, Sabedoria e Poder, o que podemos dizer sobre o mal? Porque até então, nós vemos o mal por aí ou pelo menos vemos alguma coisa se manifestando e que chamamos de mal. Afinal, o mal seria outra emanação do Criador? Não, isso seria terminantemente impossível.

O Universo foi criado por um só Deus, não existem dois princípios, duas emanações distintas e nem duas emanações contrárias num só Deus. Isso geraria um transtorno cósmico sem dimensões, o que acarretaria no fim de toda vida e tudo o que existe. Pense bem, imagine se houvesse dois Deuses, duas emanações primárias, uma vibrando o Bem e outra, o mal. Se duas cargas de igual força, mas de polarizações contrárias, ou seja, que se resistem o tempo todo, coexistissem dessa forma no mesmo espaço e interagissem assim, ambas se destruiriam e arrasariam com tudo à sua volta. Seria como se uma partícula de antimatéria se colidisse com outra de matéria. 

Essas duas coisas não podem coexistir no mesmo espaço, interagindo harmonicamente. Ambas se desfazem. Logo nada seria estável no universo físico, a vida não existiria como experimentamos. Nem as dimensões, nada disso seria como é.

Então, seguindo essa linha lógica de raciocínio dá pra entender que não tem como haver dois Deuses, principalmente se ambos estão em polaridades contrárias. E nem tem jeito de existir um Deus que é bom e mau ao mesmo tempo. Mas o que dizer da dualidade, luz e sombra? Ela existe, mas sombra não representa o mal, a sombra é o oculto, é graças à matéria escura do Universo que tudo pode “ser” tal como é. A matéria escura dá condições à existência do cosmos e o possibilita se expressar, bem como suas infinitas dimensões interpostas. Já pensou se a matéria escura fosse matéria luminosa? Já pensou se tudo fosse só luz? Pois é, então, essa dualidade luz/sombra não tem a ver com bem e mal, apenas é um sistema bem organizado no qual a existência de uma favorece a outra, ambas precisam uma da outra. São as duas, versões distintas da mesma essência.

E a dualidade é algo comum em Deus, a luz e a sombra ao se complementarem possibilitam o fluxo da vida em suas infinitas expressões. E isso tem a ver com o Yin e Yang (masculino e feminino). Deus não é Pai e nem mãe, Ele é os dois ao mesmo tempo, tem o lado masculino e feminino. Porque Ele é a essência que criou as duas coisas, na união delas a vida encontra a possibilidade de expansão. E todos nós temos o Yin e o Yang também, só que até que o Ser se ilumine, essas duas partes não estão devidamente equilibradas. É aí que entra a necessidade das relações afetivas. Um ajuda o outro a se equilibrar. Mas isso é papo pra outro texto. 

Então, esta é a essência dual do Criador, luz e sombra, noite e dia, quente e frio, próton e elétron, bem e “mal”. Opa, eu disse bem e "mal"? Sim, mas não é o mal como aprendemos. Deixa eu explicar, tudo no universo é funcional, do contrário não seria criado, tampouco permitido. Só existe um fluxo, o do Bem. Só existe uma emanação cósmica, a positiva (Amor). Mas, onde entra o mal nisso? Ele é a força resistente ao fluxo natural. Toda ação contra o fluxo é resistência, isso é o que chamamos de mal. No sentido do fluxo temos Bem, felicidade, harmonia. Contra o fluxo temos sofrimento, dor, dificuldade. Esse é o mal ou resistência ao Bem.

Não é criado por Deus, é produto de um movimento contra Deus, o que é bem diferente. E muita gente questiona: Mas por que Deus deixa o povo sofrer? Não é Ele, é o povo que vai contra Ele. Deus não cria sofrimento, não dá isso pra ninguém. A pessoa é que escolhe (consciente ou não) ir contra Ele, na direção em que o fluxo Dele não aponta. E isso tem consequência. Assim como tudo. O que é uma lei, ação e reação, causa e efeito. E o Criador não interfere nisso por conta do livre arbítrio, algo que Ele mesmo concedeu a todos os seres.

Deixa eu dar um exemplo: O fluxo de Deus é Amor, certo? Amor é liberdade, expansão, movimento. É algo que abre. Daí, o sujeito aqui da Terra sente medo. O medo retrai, fecha, paralisa. Ao fazer isso, o indivíduo força o fluxo, tem uma ação “contra” Deus. Por isso o medo é ruim, por isso o medo machuca, porque é uma ação contra o fluxo. O fluxo abre, o medo fecha. O fluxo se movimenta dinamicamente, o medo segura. É como uma pessoa estar numa correnteza tentando se mover contra ela. Ao forçar, vai doer e logo acontecerá algo pior. A correnteza, infinitamente mais forte, vai vencer a pessoa pelo cansaço. E aí vem o que chamamos de mal em uma de suas versões, que nada mais é do que o produto da ação contra o fluxo natural de Deus.

Outra ponto sobre o mal – O caos. A gente aprendeu a ver que caos é ruim, mas não é. O caos é um agente organizador, do mesmo modo como você precisa desarrumar seu guarda roupa pra organizar e limpar tudo, a vida também precisa algumas vezes. E sabe por que o caos é bom? Você já notou que a sua vida vira um banzé de vez em quando e logo em seguida tudo fica bom? E quando a tormenta passa, percebe que o tumulto no final das contas ajudou tudo a ficar melhor? Pois é, esse é o caos organizando tudo.

E não importa o tamanho do caos, tudo sempre vai dar certo no final, porque se há somente um fluxo, há somente uma conclusão, um sentido, um rumo, que é o Bem, a ordem, a evolução. E a verdade é que tudo fica bem no final, note isso! Por isso os espíritos não tiram o sofrimento de ninguém. Porque eles sabem que a conclusão será boa. O caos é a energia de Deus se movendo violentamente. Outra coisa aí, a violência é boa! Opa, como assim? Já percebeu que a vida é violenta? Ou ainda não se deu conta disso? Não estou falando violência em conotação de covardia, ódio, crueldade ou maldade. Violência no sentido de ser agressiva quando necessário. A vida é. 

Quando a natureza precisa provocar um furacão, uma tempestade, uma erupção vulcânica, ela provoca. Quando ela precisa reorganizar-se para evoluir, ela se mexe de maneira violenta e arruína tudo para se reconstruir. Assim como você o faz. Quando você vai limpar seu quintal e arrancar aquelas ervinhas que ficam no canto do muro, você faz isso acariciando-as? Não, você usa a força, é violento, senão o quintal não fica limpo. Para construir uma casa se usa força, para se destruir uma casa se usa força e sem violência (uso extremo ou brusco da força) esse tipo de coisa não pode ser feito. É da vida. Outra coisa é quando usamos de violência a partir do ódio e do desequilíbrio para prejudicar alguém. Mas a vida (Deus) não sente ódio, só amor, portanto toda ação violenta da vida é sempre funcional. É o caos organizador, promove o progresso, a evolução.

Para que uma mãe dê à luz a natureza precisa ser violenta, senão o menino não sai. Vem a contração, os músculos reagem, tudo se move violentamente na mulher para que a criança nasça, senão fica lá dentro pra sempre. Se essa força não fosse necessária em certos momentos não a teríamos. Tem coisa que você faz sem ter que provocar violência (força), outras não vão sem ela. Deus às vezes precisa ser violento em seu mover, porque ele se move e se expande gerando atrito. Atrito gera energia, e energia é informação, evolução, expansão. Vou explicar de novo pra ficar claro, violento não é mau, é agir com força extrema para mover algo que não tem como ir se não for assim.

É por isso que a humanidade sofre, porque ao se travar e resistir o fluxo, este, precisa empurrar violentamente, porque o universo não vai parar de se mover porque esta civilização não quer evoluir. Tem o cosmos inteiro se movendo rumo ao progresso e Deus vai frear isso por causa de nós? Claro que não vai! Mas não é Ele que age assim porque quer, somos nós que forçamos contra. E tudo o que é pesado, vai precisar de força pra sair do lugar. É questão de lógica.

O fluxo vence, de um jeito ou de outro. Quem vai ganhar, o galho seco que travou no rio ou sua correnteza? Claro que é o rio. Agora, é o rio que está sendo violento com o galho ao empurrá-lo ou é o galho que está tentando resistir ao rio e com isso, provocando reação agressiva do fluxo da correnteza? E nós somos os galhos, se formos a favor, não sofremos. Mas se forçarmos contra, é escolha nossa.

É preciso que aceitemos Deus e compreendamos como Ele funciona e age, assim temos a chance de um fluir melhor, mais harmônico com o todo que Ele é. E cada movimento Dele é medido por nós, no tocante à nossa vida. Mas a pergunta que fica pra você é: Como você vai evoluir, fluindo com a correnteza ou resistindo a ela? Se for pela segunda opção já sabe, vai haver sofrimento. Quer parar o sofrimento é só soltar a resistência.

Só há duas maneiras de Deus mover energia em nós de progresso e evolução, uma é pelo conhecimento e aceitação do fluxo. A outra é pelo atrito, empurrão. Uma pedra não sabe fluir pelo conhecimento, então precisa do atrito, asteroides se chocam, deslizamentos acontecem, erosões, a natureza sacode o reino mineral de um lado pro outro, gerando atrito. A cada atrito, energia se cria pelo movimento gerado. Se tem energia, tem informação, logo tem expansão. A planta do mesmo jeito. E o animal também.

A gazela não sabe evoluir pelo conhecimento, precisa do atrito, aí vem o leopardo, o guepardo e leão atrás dela. Movimento – atrito – informação – expansão. De tanto correr e sofrer atrito com os predadores e outras questões naturais ela vai ficando esperta e sua consciência se expande. Uma hora expande tanto que não cabe mais numa "formatação cármica" de gazela, aí salta um nível, evolui pra uma espécie mais inteligente. Percebe como Deus se move e como tudo é perfeitamente inteligente?

Então, no próximo texto a gente vai falar sobre a sua lei de atração, eletromagnetismo, efeito bumerangue. E entender isso é verdadeiramente saltar muito além e provocar uma transformação gigantesca. Continue acompanhando.

Crer é a chave!
 Vinícius Francis 

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3 comentários:

  1. Li e reli! Texto límpido, claro e transparente que tem a força de dissipar crenças limitantes, todas geradoras de sofrimento! O seu texto cria bases para darmos o nosso "salto de gazela", através do Conhecimento! Recrio uma frase que o escritor russo Ivan Turguêniev, em seu leito de morte, escreveu a León Tolstoi: "...escrevo apenas para lhe dizer que me sinto muito feliz por ter sido seu contemporâneo." Obrigado, Vinicius! Abençoado seja o seu trabalho!

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  2. Vinicius, deixando as firulas de lado, em resumo você matou a pau! Parabéns!!!

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    1. Oi Marcos, que bom que gostou! Muito obrigado por seu comentário motivador!
      Luz e Benção! :-)

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