sábado, 8 de outubro de 2016

O viver na Espiritualidade


Ontem, enquanto ia ao centro da cidade resolver algumas coisas, senti um bem-estar muito grande e um sentimento enorme de gratidão. Uma certeza me dizia que tudo já tinha dado certo, e tudo, daqui pra frente, já havia sido providenciado. Daí, perguntei a mim mesmo, de onde estava vindo aquela certeza. E a resposta foi muito clara, da ESPIRITUALIDADE. Que outra coisa pode realmente nos dar alguma certeza sobre algo?

Porque se basearmos a nossa sorte na realidade deste mundo nos sentiremos inseguros. Porque é assim que a maioria se sente. O mundo é como a maioria das pessoas, nunca está bom o suficiente, sempre está mais ou menos ou “indo”. Você conhece alguém com esse discurso? Ah, tô indo, empurrando com a barriga, tudo mais ou menos
Eu não, estou ótimo! É minha resposta quando alguém me pergunta como estou. Porque a minha sorte eu baseio na Espiritualidade e não na realidade deste mundo.

Não é do plano tridimensional que flui o que eu preciso, vem do Criador. Ele não está em crise, ele não está enfrentando problemas. Ele cria infinitamente mais além de todas as nossas necessidades. Ele é suficientemente poderoso para suprir tudo que existe no Universo. E eu sou uma parte Dele, consciente. Dele emerge toda energia e provisão. E quanto mais se convoca, mais energia flui para atender a todos, com justiça e abastança. Não existe crise no Universo, a crise está em nossa consciência e em nossa sociedade desvirtuada dos princípios do Criador.

E eu estava conversando sobre isso com dois amigos recentemente e comentei sobre estar conectado à fonte. E os problemas e estados negativos de desespero, falta, medo, são todos oriundos de nossa desconexão com o Criador que nos supre eternamente. Algo que poderia ser evitado se todos se alimentassem da Árvore da Vida, da consciência, da unificação,

E ilustra muito bem o que eu estou falando, uma passagem da vida de Jesus no evangelho de João, na qual ele, metaforicamente, diz ser a "videira verdadeira" e o “Pai”, o "lavrador". Ali, o Mestre ensina sobre um estado de "dependência" da videira, onde Cristo é representado pelos ramos, e Deus, o lavrador, que cuida de toda ela. 
Traduzindo: Somos extensão física e ligados estamos ao Cristo, nossa pessoa espiritual em Deus, nossa identidade divina.

E somos cuidados pelo lavrador, o Todo, o Criador, que gera vida, recursos, energia, vitalidade, expansão, tudo, cem vezes mais. Mas o ser humano desconectou-se dos ramos, e assim, ele se enxerga como um ser frágil, fraco, limitado, porque se vê apenas como um galho separado e não como uma extensão da grande árvore eterna, que é Deus, cujos ramos que nos dão vida trazem a essência do Cristo, o mesmo que através de Jesus transformou água em vinho, curou enfermos, fez prodígios. Jesus aceitou o Cristo, alimentou-se da Árvore da Vida, nos mostrou que não há limites e nem separações. 

Isso tudo me ensina muito! Num caminho de vida pautado na Espiritualidade vamos pouco a pouco nos colocando nessa posição interior. Quanto mais estudamos e nos enchemos do conhecimento que liberta e transforma, mais conseguimos acalmar o nosso ego e suas prioridades, exigências, mimos, todos reflexos de uma educação baseada do externo, no ter para ser, no possuir, no chegar lá e ter suas conquistas como troféus a serem exibidos para os outros, como um desesperado apelo de autoafirmação e por consideração alheia, aplausos.

A Espiritualidade vai nos lapidando e gradativamente nos reeducando em princípios de Amor, justiça, harmonia, equilíbrio, fé, temperança, bondade e claro, paciência. Ela nos ensina a sermos gratos pelo agora, a apreciarmos a nossa vida, mesmo quando ela não é exatamente como gostaríamos. A Espiritualidade molda nosso caráter e desinfla o ego, ensinando-o a ser um agente de cooperação do todo, uma parte de nós que deve sim existir, mas precisa estar rendida à maior, que é a centelha divina. Essa sim, precisa estar no comando do barco. E o ego sendo um cooperador dela e não simplesmente uma parte nossa que só procura pelos próprios interesses. O ego é ótimo quando torna-se servo, nunca quando é senhor.

E nessa jornada vamos aprendendo a abençoar o hoje, a agradecer pelo que está aqui, a agradecer também pelo que ainda não veio. Mas, com desapego, não com ansiedade. Aceitando que tudo tem o seu tempo de ser e acontecer. Aceitando que cada fase da vida traz suas experiências e aprendizados e não é preciso passar o carro na frente dos bois, pois são eles que tocam a carroça, não é assim?

E o "mais"... Ah, esse mais! Que deslumbra nossas mentes humanas fascinadas pelas coisas deste mundo. Que são belas e apreciáveis, claro! Mas precisam, todas, serem medidas com sabedoria e ponderação, a fim de que tudo possa ser desfrutado numa medida saudável e no tempo que for mais adequado. É, queridos, a Espiritualidade ensina a gente a ser assim, de ansioso e preocupado com o amanhã, a seres que descansam na certeza de que tudo está bem na criação. 

E se Ele supre até as aves dos céus que não trabalham e nem fiam, quanto mais o fará a nós, humanos, tão cheios de sonhos, ideias, projetos, força, inteligência! Nos basta o Bem de hoje. E amanhã ao despertarmos e se despertarmos aqui na Terra, porque nem disso temos plena certeza, nos caberá novamente, o Bem. Vivendo o Bem, em amor, sabedoria, crescimento exponencial, gratidão, ação sábia, paciência e alegria, esteja certo, tudo o que vai mal será resolvido. E todo resto virá, pode crer, o melhor pra você virá. É só ficar nessa posição interior.

Que o Amor nos cure!
Vinícius Francis :-) 


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