sábado, 23 de janeiro de 2016

Qual é a nossa, afinal?

A abundância das chuvas nos últimos dias em diversos lugares do país me fez refletir sobre algo que considero ser muito importante pra levarmos uma vida em positividade. Há alguns meses, fomos castigados por uma seca terrível que trouxe fortes calores e isso nos fez clamar e desejar freneticamente por chuva. E temos sido respondidos na proporção do desejo. Obviamente, o desequilíbrio gerado pelo homem faz com que toda benção da natureza chegue em proporções nem um pouco dosadas, mas isso é responsabilidade nossa, não da vida, ela fez a parte dela e tem nos entregado muita chuva.

E nota-se algo em meio a tudo isso, do mesmo jeito que uma grande parte murmurava sob fortes calores, fazem-no sob a chuva. A natureza apenas reflete o nosso desequilíbrio, pois para seres humanos desarmonizados com o Todo nada está bom. Da mesma maneira que com a chuva (tão desejada), fazemos, por exemplo, com a prosperidade. Na escassez clamamos por ela, porém quando ela vem e começa a movimentar tudo, estimulando-nos àquele monte de atividade, acelerando nossa rotina para que saiamos da zona de conforto com o fim de produzir (porque pra fluir precisa produzir), freamos, achamos ruim, temos preguiça.

A reclamação que encontrava seu meio de se expressar na falta agora acha desculpa pra se manifestar na abundância e a gente vem com as frases de mimo como "Não tenho mais tempo pra nada", "Minha rotina está cansativa", "Não paro de trabalhar", etc. E sabe o que eu percebo com isso? Não queremos ser prósperos, queremos ter dinheiro, apenas. Não queremos ser abençoados e ter a provisão da vida que nos dá ricamente de tudo quando fluímos permissivamente, queremos é fazer da vida a nossa vontade, o nosso jogo, manipular Deus pra que tudo fique bom pro nosso ego inflado, mal educado.

Espere um pouco, acho que os humanos ainda não entenderam a dinâmica da coisa. Criar a própria realidade e assumir-se Deus de seu próprio destino nunca foi e nunca será ditar as regras do jogo e fazer com que o contexto funcione conforme a gente, e sim, harmonizar-se com o Todo na humildade e reconhecimento de que somos parte Dele, portanto, cabe a nós, dançar conforme a música da vida e não inflarmos o ego, achando que somos maestro de uma orquestra que ainda está sob o controle de Deus. Então, que seja tudo conforme ele quer e nós, conforme precisamos ser.

Luz e Benção!
Vinícius Francis 

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